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19:02

Pearl Jam lembra Paris em show de mais de 3 horas em SP

Do UOL Música

 

Em sua quarta passagem pela cidade de São Paulo, o Pearl Jam nunca encontrou um caminho tão difícil para chegar até o fim de um show. Na noite deste sábado (14), no estádio do Morumbi, a banda do vocalista Eddie Vedder enfrentou atrasos, chuva, uma tempestade de raios e rajadas de vento que chegaram a ameaçar a estrutura do palco, forçando uma paralisação de dez minutos na apresentação.

Felizmente, nenhuma tragédia aconteceu em São Paulo. Mas um sentimento de --nas próprias palavras de Vedder-- "profunda tristeza" pairava sobre o segundo show da nova turnê da banda no Brasil. "Nosso amor vai para Paris", leu Vedder, sacando uma anotações em bom português, logo após a segunda música. Alusão aos atentados que deixaram 129 mortos e mais de 350 feridos nesta sexta em Paris. "Temos muito o que superar juntos", completou. 

A frase soou como premonição de uma noite de 3h10min de música, maratona digna dos  shows de Bruce Springsteen, figura na qual Vedder, guitarra em punho e estômago quase saindo pela boca, parece se espelhar. Ver o Pearl Jam ao vivo é testemunhar um espetáculo intenso do início ao fim.

Dificilmente repetindo um show ou seguindo à risca o setlist, a banda abriu com "Long Road", "Of the Girl" e "Love Boat Captain", faixas não tão populares assim. Com a quarta, "Do the Evolution", sempre lembrada pelo videoclipe animado pelo cartunista Todd McFarlane, a coisa engrenou: um festival de "pula-pula" tomou conta do gramado do Morumbi.

À medida que a apresentação transcorria e a chuva se avizinhava, uma tímida brisa logo se transformou em ventania, fazendo balançar perigosamente toda a estrutura cênica e de som do palco, incluindo um imenso pássaro de sucata, erguido em cima dos músicos, e várias lanternas dependuradas.

Nesse momento, era nítida a tensão na banda, que precisou sair de cena por alguns instantes. O vocalista, então, aproveitou e mandou de improviso a acústica "Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town", que não estava no setlist. O susto, aos poucos, foi passando. Principalmente com a catarse proporcionada por "Even Flow", segunda vez em que a voz da plateia se sobrepôs a do vocalista. Hora em que o guitarrista Mike McCready, solando "de costas" ao melhor estilo Jimi Hendrix, também pôde brilhar.

De volta para o primeiro "bis" --que durou longos 10 minutos, ainda reflexo dos problemas no palco--, o Pearl Jam emendou a folk "Footsteeps" e a primeira cover da noite, "Imagine", de John Lennon. Outra referência aos trágicos acontecimentos de Paris. Sacando o potencial do ensejo, Eddie Vedder  pediu e foi atendido: milhares de celulares foram ligados na plateia, formando uma grande via láctea de estrelas pacifistas.

Mesmo com uma carreira consolidada, de dez álbuns de estúdio e uma respeitável coleção de hits, o Pearl Jam emociona de verdade com o primeiro disco, "Ten". Além de "Even Flow", "Jeremy", "Black" e "Alive" foram as que mais arranharam a garganta dos fãs, que lotaram o Morumbi e aguentaram firme sob a chuva, que só parou de cair só no fim.

O encerramento teve início com o "Alive", quando os refletores do estádio começaram a ser acessos, indicando a todos que já era hora de ir embora. Mas não o Pearl Jam. Ignorando a claridade, e para compensar os atrasos causados pelo vento, a banda continuou tocando. Vieram na sequência "Rockin' in the Free World", tradicional cover de Neil Young, e "Yellow Ledbetter, lado B do single de "Jeremy".

Agora, sim, o fim do show.... Só que não. Após se jogar no chão, se levantar como se nada tivesse acontecido e dar "tchau, tchau", Vedder ainda teve energia para puxar a banda em mais uma, uma versão punk de "All Along the Watchtower", de Bob Dylan, imortalizada por Jimi Hendrix. A música também não estava estava no roteiro original. Apesar de todos os atrasos e intempéries, quase ninguém arredou o pé. "Vocês são os melhores!", mimou o vocalista.

 

Setlist
1. "Long Road"
2. "Of the Girl"
3. "Love Boat Captain"
4. "Do the Evolution"
5. "Hail Hail"
6. "Why Go"
7. "Getaway"
8. "Mind Your Manners"
9. "Deep"
10. "Corduroy"
11. "Lightning Bolt"
12. "Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town"
13. "Even Flow"
14. "Come Back"
15. "Swallowed Whole"
16. "Given to Fly"
17. "Jeremy"
18. "Better Man"
19. "Rearviewmirror"

1° bis

20. "Footsteps"
21. "Imagine" (cover de John Lennon)
22. "Sirens"
23. "Whipping"
24. "I Am Mine"
25. "Blood"
26. "Porch"

2° bis

27. "Comatose"
28. "State of Love and Trust"
29.  "Black"
30. "Alive"
31. "Rockin' in the Free World" (cover de Neil Young)
32. "Yellow Ledbetter"
33. "All Along the Watchtower" (cover de Bob Dylan)

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11:46

Living Colour empolga com som pesado e surpresas em São Paulo

Mesmo com meu joelho arrebentado não teve como não ir neste show.

Valeu cada momento de dor quando cheguei em casa!!!

Do Território da Música

O Living Colour levou a São Paulo na noite da última terça-feira (18) um inesquecível show, que faz parte da turnê comemorativa de 25 anos do lançamento de seu álbum de estreia, “Vivid”. Esta tour, que já passou pela Europa, EUA, Japão e Argentina, chegou ao Brasil com estreia no Rock in Rio, onde o quarteto tocou no Palco Sunset, no último dia 13.

As diferenças entre o show apresentado no Rock in Rio e ao da noite passada são curiosas: o Living Colour tocou na intimista casa de shows Bourbon Street, que dispensou suas mesas e transformou sua pista em uma reunião de “alguns” fãs empolgadíssimos. Embora a proporção de um festival como o Rock in Rio e o local deste show sejam incomparáveis em espaço, a expressão “menos é mais” pode ser aplicada nesse caso. Ainda que menor, mas em sua lotação máxima, o público do Bourbon Street estava animado e com as canções na ponta da língua.

Sem cantora africana Angelique Kidjo, com quem tocou no RJ, a banda levou um puro espetáculo de música ao vivo, orgânica, tocada e cantada “de verdade”. Que refrescante foi conferir um Living Colour tão bom ou melhor que anos atrás, tocando seus sucessos com energia invejável e sem “dar nenhuma na trave”!

Formado em 1984, pelo guitarrista Vernon Reid, o grupo abriu o show com nada menos que um tributo a gênio do blues, Robert Johnson, em “Preachin Blues”, em que Reid exibiu sua técnica com “slide ring”. Logo depois, o Living Colour deixou bem claro a que veio e botou a casa abaixo com “Cult of Personality”, que fez todo mundo pular e cantar junto. Do álbum “Vivid”, esta, “Open Letter (To a Landlord)” e “Funny Vibe” fizeram alguns dos momentos mais divertidos do show.

Com tantos anos de carreira e álbuns lançados, o Living Colour é símbolo de música tecnicamente impecável e com a pegada e carisma raros no mercado. Entre heavy metal, blues, hip-hop, jazz e fusion, a apresentação afiada ainda presenteou o público com canções como “Glamour Boy” e a empolgante “What’s Your Favorite Colour?” - e as divertidas respostas da plateia - e a pesada “Which Way To America?”, com um daqueles solos de guitarra de tirar o fôlego.

Impossível deixar de mencionar a voz incrível de Corey Glover, que parece ser um desses fenômenos de “melhora com o tempo”. Sua presença de palco, expressões e brincadeiras com o público e companheiros de banda contribuíram enormemente para que os paulistas tivessem uma verdadeira experiência de entretenimento. Corey exibiu toda a sua potência com seus famosos gritos, mas também surpreendeu (e emocionou) ao cantar “Amazing Grace” à capella, num momento mais calmo. A linda “Broken Hearts” também abaixou a onda por instantes.

A cozinha, formada por Will Calhoun (bateria) e Doug Wimbish (baixo), também estava inspirada e naquela conhecida harmonia. Doug agitou muito com Corey e muitas vezes se inclinou para a frente do palco, tocando quase no meio do povo. Só que o “quase” não satisfez o vocalista que se jogou no meio da pista lotada e de lá terminou de cantar, pulando e abraçado ao fãs, “Should I Stay Or Should I Go”, do Clash.

Porém, antes de ir para a galera, Corey e banda convidaram o Oswaldinho da Cuíca para uma participação especial. A banda também tocou seu grande hit “Time’s Up” nesta despedida em grande estilo do Brasil. Foi um show de lavar a alma e, vamos aguardar o retorno do Living Colour o mais breve possível.

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08
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12

19:13

Foo Fighters no Looserpalooza

Ontem terminou a turnê sul-americana do Foo Fighters em 2012.

Infelizmente ela teve que acontecer em um desses mega eventos que normalmente são cheios de problemas.

O Lollapalooza começou errado e terminou errado.

Começou com uma bagunça gigantesca na venda dos ingressos e terminou com um evento zuado.

O Foo Fighters merecia muito mais.

O evento teve um público pronto e animado para 3 horas de show, sabendo o que os esperava graças aos shows no Chile e Argentina.

A banda mesmo cansada de uma turnê puxada estava disposta e deu o melhor que podia dar, como se fosse o primeiro show da turnê.

O problema estava no evento e sua organização.

Aqui vão minhas críticas:

  • Caixas de som zuadas não permitiam um som muito alto e de qualidade
  • A maldita tenda eletrônica não parou com o puts puts no show mais importante do evento
  • A segurança era nula, com pessoas penduradas em para-raios (tenho fotos) para poder assistir ao show
  • O acesso aos stands de comida era complicado já que ficaram na lateral mais próxima do palco principal e as pessoas começaram a escalar nas divisórias que faziam a fila para pegar comida para usar de camarote. Você tinha que voltar pelo mesmo lugar da entrada.
  • No final do evento, mesmo com as fichas para comida e bebida já em mãos não havia mais a venda água e refrigerante. Apenas energético e cerveja era vendida.

O Foo Fighers é daquelas bandas que merecem uma produção de qualidade muito maior do que a encontrada no dia de ontem, espero que em seu retorno ao Brasil venham sozinhos e realizem um espetáculo de verdade.

Para uma primeira visita dos caras foi bom, mas espero por um absurdamente melhor na próxima vez.

Set list:

  1. All My Life
  2. Times Like These
  3. Rope
  4. The Pretender
  5. My Hero
  6. Learn to Fly
  7. White Limo
  8. Arlandria
  9. Breakout
  10. Cold Day in the Sun
  11. Long Road to Ruin
  12. Big Me
  13. Stacked Actors
  14. Walk
  15. Generator
  16. Monkey Wrench
  17. Hey, Johnny Park!
  18. This is a Call
  19. In the Flesh? (Cover do Pink Floyd)
  20. Best of You
    Bis
  21. Enough Space
  22. For All the Cows
  23. Dear Rosemary
  24. Bad Reputation (Cover da Joan Jett com a Joan Jett)
  25. I Love Rock ‘n’ Roll (Cover do The Arrows com Joan Jett)
  26. Everlong

 

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02:42

Este será um domingo de muita música!

Neste domingo vou até Paulínia para ver os shows do festival SWU

Em itálico está aquilo que mais me interessa.

Palcos principais:

15:00 – 16:00 Zé Ramalho (1:00) | ENERGiA

16:05 – 17:05 Ultraje a Rigor (1:00) | CONSCIÊNCIA

17:10 – 18:25 Tedeschi Trucks Band (1:15) | ENERGIA

18:30 – 19:30 Chris Cornell (1:00) | CONSCIÊNCIA

19:35 – 20:50 Duran Duran (1:15) | ENERGIA

20:55 – 22:40 Peter Gabriel & The New Blood Orchestra (1:45) | CONSCIÊNCIA

22:45 – 00:15 Lynyrd Skynyrd (1:30) | ENERGIA

New Stage:

14:30 – 15:00 Apolonio (0:30)

15:15 – 15:45 Sabonetes (0:30)

16:00 – 16:45 Is Tropical (0:45)

17:00 – 18:00 !!! (1:00)

18:15 – 19:15 Playing For Change (1:00)

19:30 – 20:30 Modest Mouse (1:00)

20:45 – 21:45 Hole (1:00)

Heineken Greenspace:

13:15-14:00 BRUNO OLIVEIRA

14:00-15:30 RAUL BOESEL

15:30 -16:30 MEME

16:30-18:00 GARETH EMERY

18:00-19:30 PAULO BOGHOSIAN

19:30-20:30 BOOKA SHADE

20:30-22:00 JOHN DIGWEED

22:00-00:00 AFROJACK

00:00-02:00 FEDDE LE GRAND

 

Depois conto como foi =]

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05
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08:47

30 Day Song Challenge: 19 - a song from your favorite album

Living Colour é uma das minhas bandas top.

E o disco Pride vem recheado de músicas que ficaram na lista para entrar como a minha favorita desta brincadeira: Sacred Ground, Love Rears It´s Ugly Head, Momories Can´t Wait, Glamour Boys, Funny Vibe, Open Letter To A Land Lord, Type, Solace Of You e Nothingless.

A escolhida para representar o disco foi Cult Of Personality.

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09:10

30 Day Song Challenge: 18 - a song that you wish you heard on the radio

Man On The Moon é uma das minhas músicas favoritas.

O show do REM em São Paulo não seria completo sem esta música.

Felizmente eles tocaram, e só isso já valeu o ingresso.

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11
04
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10:10

Em segundo show, Bono diz que se sente

Do JB

SÃO PAULO - O vocalista do U2, Bono Vox, agradeceu a banda de abertura Muse e disse, em português, "nós amamos o Brasil". Em inglês, prosseguiu: "nossa relação com o Brasil é longa, como se a gente fosse casado", resumiu, na segunda noite de shows em São Paulo, neste domingo, no Estádio do Morumbi. A banda irlandesa ainda se apresenta na quarta-feira (13), no mesmo local, com a turnê 360º

O relógio marcava 21h08 deste domingo, quando o público dançava com o som ambiente. Fãs não desgrudam os olhos (e ouvidos) do palco: às 21h13, no telão, o 'start' deu início à apresentação de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr.. Sem surpresas, a primeira música foi Even Better Than The Real Thing, do Cd Achtung Baby (1991).

O líder da banda irlandesa saudou os fãs de Campinas, Santos e região do ABC, citando os nomes em um sotaque enrolado, falando a última com pronúncia inglesa. Antes disso, as primeiras palavras de Bono direcionadas ao público foram: "E aí, São Paulo?", respondido pela plateia com "lindo, lindo". A segunda música fez a galera pular: Out Of Control, seguida de Get on Your Boots e Magnificent. Bono estava vestido de preto, assim como The Edge - com sua já conhecida toca. Larry e Adam estavam de branco.

Em Mysterious Ways, Bono convoca os fãs que lotaram o Morumbi a agitar as mãos de um lado para o outro. Os súditos atenderam ao pedido do ídolo sem hesitar. Elevation, na sequência, fez o estádio inteiro balançar e cantar. Estima-se que 89 mil pessoas estiveram nas arquibancadas e pistas normal e VIP (chamadas de 'Red Zone'). Em seguida, fez do Morumbi um grande coral com I Still Haven't Found What I'm Looking For.

Tamanha agitação da plateia, Bono brincou, em português: "amanhã (segunda) ninguém trabalha", antes de mandar mais um hit. Segundo o líder do U2, a música North Star foi ensinada a The Edge por Paul McCartney. Nesta hora, apenas os dois irlandeses ficaram no palco. A energia foi equilibrada com Pride (pouco antes das 22h).

A fórmula de chamar uma fã ao palco pareceu não se extinguir. Em 2006, Bono chamou a bancária Katilce Miranda - que virou webcelebridade depois de ser escolhida por ele para ficar agarrada ao ídolo na música With or Without You. Neste domingo não foi diferente, quando deu um poema (assim como no sábado, que pediu para uma fã recitar Carinhoso, de Pixinguinha) para uma fã ler, ao se despedir deu nela um selinho, assim como foi em Katilce. As fãs na pista se agitaram com a expressão de "não acredito que ela ganhou um selinho".

Antes de Vertigo - que fez a plateia pular no som do hit -, Bono cantou um trecho Sing in The Rain, de Gene Kelly - conhecida pelo filme Cantando na Chuva (1952). Nessa música, todos os celulares e câmeras aproveitaram para fotografar e gravar o espetáculo visual que a banda oferece, com a ajuda do telão 360º. O Morumbi parecia uma grande balada ao ar livre com a projeção de um globo de luz no topo da estrutura do palco.

O vertiginoso telão exibia imagens que introduziram Sunday Bloody Sunday e Bono comentou os ataques em Trípoli, capital da Líbia (Oriente Médio). O palco girou e Bono agradeceu à Aung San Suu Kyi: "ela é para Ásia o que Nelson Mandela representa para a África", disse. No telão, imagens da militante política e sua libertação após pressão pública. Após o discurso político, segue ao som de Walk On, com palmas da plateia.

Por volta das 23h, Bono perguntou, em português: "está todo mundo de boa?", completando, em inglês, que a banda nunca esqueceria aquela noite. O vocalista aproveitou para lembrar de um bilhão de pessoas que vivem na miséria, citando o Brasil como uma grande liderança e relembrou as crianças que morreram na escola em Realengo, Rio de Janeiro, em massacre promovido na última quinta-feira (7): "aos pais e mães que perderam seus filhos". Ao som de Moment of Surrender, o público exibiu as telas iluminadas de seus celulares, o que dava a dimensão do número de pessoas que estavam no estádio. O show foi encerrado às 23h26 com os músicos agradecendo, ovacionados. No minuto seguinte, não se vê nenhum dos quatro no palco.

A chuva que caiu forte sobre o local do show na tarde deste domingo acabou pouco antes do Muse subir ao palco. Mesmo assim, o público se protegeu com capas de chuva compradas do lado de fora do estádio por até R$ 10. A banda britânica Muse, que abre os shows da 360º Tour desde o Chile, quando teve início a turnê latino-americana no dia 25 de março, fez show de aproximadamente 45 minutos - com início por volta das 19h35, deixando a pontualidade britânica de lado.

 

Set list completo:

Even Better Than The Real Thing
Out Of Control
Get On Your Boots
Magnificent
Mysterious Ways
Elevation
Until The End Of The World
I Still Haven't Found What I'm Looking For
Pride (In The Name Of Love)
North Star
Beautiful Day / Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (snippet) / Blackbird (snippet)
Miss Sarajevo
Zooropa
City Of Blinding Lights / Singing In The Rain (snippet)
Vertigo / Helter Skelter (snippet)
Crazy Tonight / Relax (snippet) / Two Tribes (snippet)
Sunday Bloody Sunday
Scarlet
Walk On / You'll Never Walk Alone (snippet)

Encore(s):
One
Amazing Grace (snippet) / Where The Streets Have No Name
Ultra Violet (Light My Way)
With Or Without You
Moment of Surrender

 

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22
11
10

10:00

Em noite de lua cheia, Paul McCartney mostra o segredo da felicidade em SP

Do G1

Neste ano, o estádio do Morumbi recebeu shows de artistas internacionais dos mais variados estilos, como Black Eyed Peas, Metallica, Rush, Bon Jovi e Coldplay. Coube a Paul McCartney realizar o último de 2010 no local. E a impressão que se teve na madrugada deste domingo (21), após quase três horas de hits do ex-Beatle, é que cada fã desses grupos resolveu ir à casa do São Paulo Futebol Clube para privilegiar o bom e velho Macca.

Em sua volta ao Brasil duas semanas depois da apresentação em Porto Alegre, Paul esbanjou bom humor, talento e saúde, emocionando e divertindo diversas gerações de seguidores dos Beatles. Era aquela que acompanhou a beatlemania in loco (os senhores), a que conheceu os discos dos meninos de Liverpool via coleção do pai (os adultos), a que baixou a discografia da banda no Napster (os jovens) e a que aprendeu a tocar os sucessos da banda em guitarras e baterias de plástico dos videogames (as crianças).
saiba mais

Nesta segunda-feira (22) tem mais, com um outro show esgotado de McCartney no mesmo Morumbi - que terá um presente se tiver novamente a bela lua cheia que se manteve atrás do palco na noite da primeira apresentação paulistana.

O show
O inglês consegue fazer com que as três horas de apresentação passem depressa. Antes que as pernas comecem a doer, o primeiro bis já começou. Do início, com a dobradinha "Venus & Mars / Rock show", até o encerramento ao som de "Sgt. Pepper's lonely hearts club band", todos parecem hipnotizados pelo carisma e bom humor de McCartney.

A primeira vez que sentou ao piano foi para tocar "Long and winding Road", oitava música do repertório. Antes de se levantar, ainda embalou "1985", "Let em in" e "My Love" - essa última dedicada aos casais de namorados (ele ainda explicou que a compôs para sua "gatinha" Linda)

Quem foi ao show de Porto Alegre teve a sensação de déjà vu neste momento. É assim mesmo, pois apesar de um improviso ou de outro, McCartney realiza praticamente sempre a mesma apresentação.

Sim, ele vai ler o teleprompter, disparar expressões locais ("galera" e "paulistas" dessa vez) e dizer que vai tentar aprender português. E, sim, o ex-beatle irá fingir que o volume de "Live and let die" é muito alto para a sua idade ao final da canção que abusa da pirotecnia. Mas isso não é nada ruim: com um repertório que inclui 20 canções daquela que é a maior banda de todos os tempos e com um charme irresistível, Paul pode se dar ao direito de se repetir.
'Venus and mars/Rock show', 'Jet' e 'All my loving' abriram apresentação.'Venus and mars/Rock show', 'Jet' e 'All my loving' abriram apresentação. (Foto: Daigo Oliva/G1)

E pode ter certeza existe quem pagaria para ver um (mesmo) show diariamente dele, se isso fosse possível. E pode ter certeza que essa pessoa choraria toda vez que Paul dedicasse "Something" ao seu amigo George Harrison e lembrasse de John Lennon antes de "Here today".

Como surpresas do show paulistano, uma chuva de balões brancos tomou conta do Morumbi durante "Give peace a chance" e McCartney também brincou de regente diversas vezes com o coro de 64 mil vozes, chegando a improvisar uma música que poderia se chamar "Ô, São Paulo".

O show teve dois bis. O primeiro emendou "Day tripper", "Lady Madonna" e "Get back", enquanto o segundo veio com "Yesterday" e "Helter skelter" - com Paul esbanjando uma voz de dar inveja.

A saúde do ex-beatle, aliás, é um capítulo à parte. Se um dia imaginou que chegaria aos 64 anos sem cabelos e frágil, aos 68 Paul é menino, que arrisca uns piques pelo palco e até uns pulos durante "Mrs Vandebilt".

A disposição é tanta que, ao sair do palco, ele escorregou e caiu feio, ao vivo para os dois impressionantes telões de alta definição que acompanham a turnê. O tombo não foi suficiente para tirar o bom humor do ex-beatle, que deu um pulo e saiu todo sorridente, despedindo-se com um ursinho de pelúcia debaixo do braço.

Veja o setlist completo da primeira apresentação de Paul McCartney em São Paulo:

- "Venus And Mars" / "Rock show"
- "Jet"
- "All my loving"
- "Letting go"
- "Drive my car"
- "Highway"
- "Let me roll it / Foxy lady"
- "The long and winding road"
- "1985"
- "Let 'em in"
- "My love"
- "I've just seen a face"
- "And I love her"
- "Blackbird
- "Here today"
- "Dance tonight"
- "Mrs. Vandebilt"
- "Eleanor Rigby"
- "Something"
- "Sing the changes"
- "Band on the run"
- "Ob-la-di, ob-la-da"
- "Back in the U.S.S.R."
- "I've got a feeling"
- "Paperback writer"
- "A day in the life" / "Give peace a chance"
- "Let it be"
- "Live and let die"
- "Hey Jude"

Bis 1:
- "Day tripper"
- "Lady Madonna"
- "Get back"

Bis 2:
- "Yesterday"
- "Helter skelter"
- "Sgt. Pepper's lonely hearts club band"


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17
10
10

15:33

Jamiroquai faz show dançante em São Paulo

Do R7

Antes mesmo de aparecer com seu cocar de índio americano, Jay Kay já era aplaudido pelo público do Festival Natura Nós, em São Paulo. O britânico (e único remanescente da formação original) da banda Jamiroquai era a atração mais esperada do evento que trouxe artistas nacionais e internacionais para a Chácara do Jockey, neste fim de semana.

O vocalista começou o show agradando aos fãs com a clássica Revolution, de 1993, do álbum de estreia do grupo que fincou nas paradas o acid-jazz, gênero que mistura elementos de soul, jazz, funk e hip-hop.

Mas a plateia veio abaixo três canções mais tarde, com Virtual Insanity, famosa também por seu clipe. Depois disso, ele poderia ter dispensado a bandeira do Brasil, que trouxe debaixo do braço como um amuleto para a nova Rock Dust Light Star. Kay já tinha sob controle os quadris do público, que não parou de dançar e pular.

Tanto que o líder do Jamiroquai não precisou ensaiar as palminhas que acompanham o refrão de Little L nem puxar o coro para Alright - a plateia conhecia de cor cada passo da banda.

Com o céu limpo, as pessoas tiveram apenas de se preocupar em driblar as duas grandes poças d'água que se formaram na frente do palco, na hora das dançantes Cosmic Girl, Love Foolosophy e Canned Heat, separadas apenas pela estreante Blue Skies, single do álbum que chega ao mercado só no próximo dia 1º de novembro. O buraco no set-list de uma hora e quarenta minutos foi feito apenas pela bela Space Cowboy, marcada pelos passinhos do vocalista.

E foi assim, intercalando grandes sucessos com as promessas de hits que os integrantes do Jamiroquai fizeram com que o público nem percebesse a hora passar - e saísse sem reclamar que o bis tinha apenas uma música.


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10
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14:52

Cansado, Snow Patrol toca em São Paulo pela primeira vez em clima de fim de turnê

Do UOL Música

Primeiro e único show no Brasil de uma carreira de mais de 15 anos. Um novo disco a ser lançado e um punhado de sucessos nas rádios, acompanhados por um jogo de luz hipnotizante. O Snow Patrol tinha tudo para fazer um grande show neste sábado (16) em São Paulo, no Festival Natura Nós, mas não fez. Um tanto pela má qualidade do som que saía das caixas principais do palco, com o volume dos instrumentos equalizados tão alto que se embolavam entre si ou sumiam com a voz de Gary Lightbody. Outro tanto pelo aparente cansaço da banda, que encerrou nesta noite uma turnê intermitente de mais de dois anos, desde o lançamento do disco "A Hundred Million Suns".

A estreia da banda no país foi com "Open Your Eyes", a música mais famosa do Snow Patrol no Brasil, tocada exaustivamente nas casas noturnas do país nos idos de 2006 e 2007. Apesar de Lightbody lembrar mais de uma vez que este foi o último show da banda antes de lançar o novo disco, previsto para o início do ano que vem, nenhuma faixa inédita entrou no repertório, ao contrário do que o grupo tem feito desde junho em seus shows, tocando "Big Broken".

Em pouco mais de uma hora no palco, o Snow Patrol pinçou músicas de seus três discos mais vendidos --e mais pop. De "Final Straw" entraram "Chocolate", "How to Be Dead" e o hit "Run". Foi no bem-sucedido "Eyes Open" que o Snow Patrol deu preferência: além de faixa que abriu a apresentação, estavam lá "Hands Open", "Make This Go on Forever", "Set the Fire to the Third Bar" (que pedia a voz de Martha Wainwright), "Shut Your Eyes" com coro da plateia, e "Chasing Cars", que tomou vida própria em termos de execução depois de ser incluída em seriados norte-americanos, como "Grey's Anatomy" e "Gavin & Stacey".

O disco da atual turnê, "A Hundred Million Suns", apareceu tímido com "Take Back the City", "The Golden Floor" e "If There's a Rocket Tie Me to It", que deixou a banda perdida em sua execução e, na metade, a fez começar de novo com um pedido de desculpas de Lightbody, que de tanto errar suas próprias letras já transformou em tradição nos seus shows. Por causa da confusão, a banda não tocou "Crack The Shutters", prima de "Chasing Cars", que estava no repertório. Ficou para o final "Just Say Yes", da coletânea "Up To Now".

O Snow Patrol é a banda mais simpática que deve ter desembarcado no Brasil este ano. Dos músicos que sorriam a todo instante a Lightbody, que conversou com a plateia por longos minutos, elogiou o churrasco, as capirinhas ("perdi minha cabeça com elas", disse o vocalista) e os brasileiros com quem encontrou. Em português, o cantor arriscou frases prontas para agradar seu público, mas logo desistiu. "Eu estou tentando fazer o meu melhor, mas acho que o melhor é parar", brincou.

Ao vivo, o Snow Patrol continua com jeito de banda de seriado norte-americano, rumo que tomou desde "Final Straw". Suas músicas soam como trilha sonora e se mantêm confortavelmente numa fórmula familiar de composições com vocação para serem apoteóticas, mas que não deixa a banda explorar suas fronteiras musicais, que Lightbody já provou ser capaz no ótimo coletivo Reindeer Section e, recentemente, no projeto country Tired Pony. Há uma dimensão criativa em seus trabalhos, mas o grupo parece mesmo cansado. Bem diferente daquele Snow Patrol que lançou os ignorados "Songs for Polarbears" em 1998 e, três anos depois, "When It's All Over We Still Have to Clear Up".

Veja o que o Snow Patrol tocou em São Paulo:

"Open Your Eyes"
"Chocolate"
"Hands Open"
"Take Back the City"
"How to be Dead"
"The Golden Floor"
"Run"
"Make this Go on Forever"
"Shut Your Eyes"
"Set the Fire to the Third Bar"
"If There's a Rocket Tie Me to It"
"Chasing Cars"
"Just Say Yes"


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Crazy Talk #8
A trilha sonora de House MD.

Nesta edição escutamos músicas que tocaram em algum episódio do seriado do dr. House.

Entre as bandas escolhidas estão Massive Attack, Ray Charles, Jimi Hendrix, Fiona Apple e Boomtown Rats.

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